A escalada dos museus

Você concorda com a afirmação do Nicolau Sevcenko, quando afirma ( …) a tendência do obscurecimento ou diluição da arte, do artista e das condições concretas que assinalaram a criação, ocorre uma dilatação, na mesma escala, do prestígio dos museus e galerias, das grandes exposições e dos curadores. É como se os valores da montagem, da exposição e da promoção prevalecessem sobre os da imaginação, da criação e da expressão artística. De modo que, em meio a um processo de decadência e colapso das cidades, resultado de seu abandono deliberado pelos beneficiários do novo arranjo global e das novas tecnologias informatizadas procura-se promover a idéia de sua refundação, não mais em bases históricas e participativas, mas a partir de marcos dos novos tempos, representados por grandes museus de arquitetura mirabolante e megacentros culturais.(1)

Enquanto refletimos, é bom lembrar que nestes dias quentes do verão, podemos aproveitar e experimentar um delicioso vinho verde da região de Monção, elaborado com a uvas 85% Alvarinho e 15% Trajadura. Colheita 2009, 12,5%.  Acompanha peixes, mariscos e carnes brancas. Muralhas de Monção, R$ 44,62

(1) Nicolau Sevcenko, A corrida para o século XXI, Cia das Letras, 2001

 

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