O restaurante…
O restaurante, era a casa de ninguém, e os franceses, afinal, têm restaurantes “porque não têm casas” (¹)
Para um cliente regular de restaurante, as salas apinhadas de um restaurante elegante ofereciam a agradável sensação de “silêncio e solidão no meio da uma multidão”(²)
A capacidade de ignorar as outras pessoas e de sentir souzinho porque estava sentado à sua “propria” mesa sem companhia era, entretanto, ainda relativamente incomum em meados do século XIX; este era um padrão de comportamento que deveria ser observado e dominado com maestria antes que um novato pudesse explorá-lo integralmente. Como os restaurantes eram locais de amplo acesso, abertos ao público e contudo, reservados e privados, onde era raro que estranhos falassem uns com outros e onde de froma nenhuma compartilhavam mesas, inegavelmente era necessário acostumar-se a eles.
(¹) Alexandre B.L. Grimod de la Reynière, Almanach des Gourmands, París, 1809
(²) Webster Third New International Dictionary, Merriam, 1961
Fonte: A invenção do restaurante, de Rebecca Spang, Editora Record.

Olá Rubén,
Recebi os vinhos e fiz o depósito.
Depois te conto o que achei…
Obrigado.
Obrigado, Valdemir.
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Rubén