Diversidade de estilos, colheitas…
O vinho possui uma diversidade de estilos, e em nisto reside grande parte do seu interesse.
É inesgotável e impossível para um ser humano provar tudo o que é produzido, sem mencionar as variações de safras.
No entanto, aproveite as que estão disponíveis com o seu cavista de confiança, com certeza, ele o levará para o caminho de achar aquele que satisfaça o seu paladar e o de seus amigos.
Neste sentido, as Bodegas “boutique” têm a vantagem de produzir poucos exemplares, após uma delicada e refinada colheita e eleição das uvas.
Serve como exemplo o Varúa Merlot da Bodega Finca La Anita, que elabora em torno de 1.000 garrafas cada ano, das quais só 60 são destinadas ao mercado brasileiro. Ficam 15 meses em barricas de carvalho francês. R$ 420,00
Viognier, 2010
O vinho branco não só é ideal para acompanhar peixes e frutos do mar. Deve-se também consumi-lo na praia, deixando-se levar pela brisa.
A partir de uvas plantadas em Agrelo, Luján de Cuyo, a 1300 metros acima do nível do mar, alia o melhor de dois mundos: o clima semidesértico da região de Mendoza de um lado, e a elegância e caráter desta reconhecida variedade de casta francesa, de outro.
Intensos aromas florais e de frutas, tais como o pêssego e o abricó.
R$ 55,00
Aprecie seu vinho
Sempre é recomendável que acompanhe o prato típico da região de onde provém porque de fato ele é elaborado com as uvas desse espaço o que darão lugar a uma harmonização ideal.
Desfrute deste vinho com os amigos, presenteei-os com exemplares que despertem a curiosidade, abra a imaginação para descobrir novos sabores e aromas.
No existe nada melhor que abrir um vinho quando a pessoa amada mostra-se disposta a compartilhar momentos inesquecíveis.
crônicas do passado…
Na Semana Santa de 1987, a Democracia argentina ainda estava consolidando-se. O exército, que sempre interrompeu a continuidade democrática, aquartelou-se e intentou subverter a ordem constitucional. Naquela data, fomos com um grupo de amigos de acampamento na região de Ñandubaizal no estado de Entre Rios. Na madrugada do sábado, um de nossos amigos tentou nos acordar aos gritos, dizendo que tanques do exército teriam passado na estrada próxima. Após uma tarde-noite de peixes na grelha e acompanhado com vinho branco regional de Salta, quase ninguém prestou ouvidos e seguiu dormindo. Na manhã cedo, alguém se dispus a fazer o ritual do mate. Desacordado, colocou água na chaleira e esperou que esquentasse. Quando achou que estava na temperatura certa, colocou-a no chimarrão e sentiu um gosto esquisito… Abriu o recipiente e percebeu que tinha colocado vinho branco em lugar de água. Confundiu-se, na penumbra, de garrafão.
Vinho da Semana: Las Perdices Torrontés
A uva Torrontés já não é um patrimônio exclusivo dos estados do norte. ( da Argentina)
O Las Perdices, é uma assemblage de uvas de Cafayate (Salta) e Agrelo (Mendoza). Estas características sem duvida aportam um giro diferente neste vinho. Na boca, percebe-se mel, com um grapefruit suave no fundo. Boa acidez um pouco untuoso, final agradável e de longa persistência. Elegante, versátil na hora da harmonização: acompanha massas com molhos elaborados à base de creme e carnes brancas, passando pelo indispensável sushi. R$ 48,00
Torrontés
Eu imagino que um dos motivos das pessoas preferirem consumir cerveja na praia seja o custo. E não acho errada essa escolha. Afinal de contas, sempre vamos tentar que o dinheiro renda mais. Acredito até que seja normal priorizar o preço acima do prazer.
Outro critério talvez seja a graduação alcoólica. E assim, teremos, quem sabe, uma lista de razões para serem levadas em consideração.
No entanto, acredito que nem sempre temos que levar a risca estes critérios, até porque o prazer de degustar um vinho à beira do mar é importante também em nossas vidas.
Já Hipócrates, grego, considerado o Pai da medicina, dizia: a vida é curta…
Então, por que não usufruir de aquele dinheiro sobrando, e esfriar uma garrafa de um branco? O vinho libera as palavras e a imaginação, experimente o Finca La Daniela Torrontés, colheita 2009, que você encontra pelo preço de R$ 32,00, e depois, me conte.
Espumante na praia
Costumamos passar alguns dias do verão na praia do Félix, em Ubatuba. Tenho observado que ninguém desenvolveu o hábito de desfrutar desse canto maravilhoso da natureza acompanhado de um balde de gelo esfriando um espumante e consumindo um ceviche, prato de origem peruana, delicioso, refrescante. Às vezes, fico pensando quanto tempo terá que passar para que esses ingredientes tão adequados à estação, ao calor, sejam incorporados definitivamente ao cotidiano do assíduo praiano.
Mas você, se quiser, pode inaugurar a temporada e realizar este desejo postergado.
Aproveite este mês de janeiro e curta um bom espumante como o elaborado pela Vinha Las Perdices, utilizando o método Champenoisse, que oferece aromas que lembram mel, amêndoas, pão tostado. Boa acidez. 80% chardonnay e 20% Pinot Noire.
Agora, o ceviche… bom, o ceviche é com você. É só prover-se de bons frutos do mar e deixa-los curtindo uns 15 minutos em suco de 15 limões e pronto. É uma delícia!
Deixe que a crise seja resolvida pelos europeus e torça para que sua equipe seja mais uma vez campeã da taça Libertadores.
Um bom Malbec e outras histórias…
O anseio por vinhos bons está em ascensão e muitos procuram no supermercado. Garimpam, esforçam-se, sentem o cheiro… muitas vezes em vão.
Eu aconselho a comprar direto do importador, em lojas especializadas, ou consultar o seu cuvista de confiança, onde, em geral, você receberá sugestões que ajudarão na escolha certa.
A venda pela internet avança, mas muitos consumidores gostam de fazer uma visita “in situ” à loja porque acreditam que podem ser enganados. São aqueles que desfrutam do convívio com os seus pares, intercambiam informações sobre as características de qual ou tal bebida e saem satisfeitos por terem interagido com consumidores curiosos como eles.
Tenho observado também que muitas pessoas não têm tempo para realizar diligências, deixando de comparar preços, rótulos, origens.
A pressa de finalizar o seu trabalho perto do fim do ano, leva a delegar a escolha da bebida que os acompanhará nas festas.
A despeito do grupo em que você estiver inserido, desejo que consuma de forma consciente e com qualidade.
Se a sua mente e seus olhos estiverem direcionados para um bom Malbec, este sem dúvida será quem vai satisfazer seu paladar.
Família Barberis, colheita 2009, personalidade definida, robusto e sedutor. R$ 45,00
Viognier colheita tardia, Las Perdices
Ontem, à tarde fui conhecer a Masseria, boulangerie artesanal, de mi amigo Claudio Lorenzo. Fica numa rua escondida na Vila Romana, (Salles Guerra,75). Faz pães deliciosos, elaborados através do processo de fermentação natural que propicia a transformação dos cereais em saborosos nutrientes. É o pão que alimenta!
Gostei de vários, especialmente do “campero”, que lembra o filão italiano.
Achei o “stonen” ( canela, limão siciliano, nozes, amêndoas e frutas secas naturais) ideal para acompanhar o Viognier tardio das Perdices R$ 70,00
Malbec, Colheita 2007
Assim como aquela combinação clássica da ostra com Chablis, uma ostra engarrafada, como diz Luiz Horta, acredito que o vinho elaborado com a uva Malbec, seja uma das combinações clássicas com o churrasco.
Não estou falando do espetinho, (nada contra), nem da costela no bafo, que adoro, mas sim de aquele entre-côt ( a ponta do contra-filé) substancioso, quase cru, aroma inconfundível da costanera portenha e das várias churrascarias abertas recentemente na paulicéia.
Escutar o som da rolha saindo do gargalo e aspirar o aroma de um bom Malbec, como éste Luna, elaborado pela bodega boutique Finca La Anita em Agrelo, Luján de Cuyo, Mendoza é sem dúvida um dos prazeres dos deuses. Colheita 2007 R$ 60,00
Não lembro quando comecei a gostar do que a gente chama na Argentina, de mondongo ( aqui é dobradinha e na Espanha callos) é um prato delicioso. Oferecido um dia da semana, é muito apreciado nos meses de frio intenso.
Em São Paulo, a iguaria ao melhor estilo espanhol, você disfruta no simpático restaurante Maripili, que fica na Chácara Santo Antonio,( fone 5182-9507) a um preço bem honesto.
Harmonize com Honorio Rubio crianza colheita 2005 e sinta-se em torno da Plaza Mayor.
A partir do belo e sempre gratificante relato, que revela a atenta observação do Luiz Horta, “os parisienses escolhem o vinho pela região, pela denominação de origem, nem olham a carta” escreve. Isto pressupõe varias questões. A primeira, é que são habitués da casa e confiam na escolha do proprietário, a segunda, e não de menor importância, é que são conhecedores da bebida e a terceira é que acreditam na qualidade dos vinhos daquelas regiões. Três questões que oferecem (na verdade não sei por que) a ilusão de que venha a acontecer algo semelhante nestas latitudes. Porque acredito que quem conhece (e gosta) sempre escolherá dessa forma.
Sem erro, se você escolher um vinho da região que provém de Vistalba e Maipú ao pé dos rochosos montes da Cordilheira dos Andes, situado entre 800 e 1.100 metros de altitude e regados com águas cristalinas do degelo, como este Malbec que permanece 12 meses em barricas de carvalho francês de Alliers e da California, sem dúvida, estará degustando um bom exemplar. R$ 38,00
Malbec, da Argentina (WSJ)
Artigo no WSJ, que pode ser lido aqui, fala da uva Malbec.
(surrupiado do face do Luiz Horta)
Wine Club ( The New York Times) Torrontés
Las Perdices Torrontés é destaque no New York Times com uma harmonização exótica: tacos com camarões e manga!!!
Veja o artigo completo aqui.



































